Friday, January 11, 2008

Da Tempera pr'o Fogo

O Seu Fervor entranha-se na pele.
Acaso sente-La a trepar sobre ti?
Qual a natureza deste Fogo de Mel?
Que deseja Ela da Besta a arder em mim?

Em miríades de homens loucura reprovei.
Reprovação das miríades que há em mim.
Dos sonhos de loucura que em vão sonhei.
Essa mesma loucura que amo em Ti.

Santa Loucura é sábia, isso reconheço.
Separa-me da dor que Te aparta de mim.
Devoro mundos que em vão possuo.
Não é vão o Fogo que não possuí em Ti.

Também eu ateei incêndios.
E também eu por eles sofri.
Tesouros Teus, é certo, afaguei-os.
Agora ainda por eles não pereci.

Mas Amor, eu não fiz prisioneiras
A mim presas nunca vim as achar.
Pois se em mim não se viram as primeiras.
Por c'a raio haveria eu das carregar.

O que é meu trago-o comigo.
Carregar o resto não consigo.
O que não é meu não o persigo.
Amor só meu, meu fervor antigo.

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