Friday, January 4, 2008

Roma

Amílcar faz com que Aníbal, seu filho, jure ódio eterno a Roma. Roma mata Amílcar. Aníbal cumpre com a sua palavra, com gosto, persistentemente, até à sua morte.
Galba, pretor romano, faz um pacto com salteadores lusitanos a troco de terra. Em vez de lhes dar essa terra traí-os e dá-lhes a morte. Viriato escapa e passa o resto da sua vida a lutar por igualdade, liberdade (?), face a uma potência francamente, e a todos os níveis práticos, superior.
Personagens mudam mas a História repete-se. Aníbal, Viriato e outros inimigos consagrados são feitos heróis de Roma.
Roma enaltece o "Pó" que levanta na sua inexorável marcha e Roma chora o sangue que, na sua marcha, derrama. Logo, Roma é o "hospedeiro" ideal para Cristo.
Cristo, por sua vez, escolhe apenas dois "políticos" para seus discípulos. Antes de morrer, um zelóta (Separatista entre Israel e Roma), Judas, depois de ressuscitar, um publicano (Adepto de Roma), Saulo rebaptizado Paulo.
Roma cairá pelo preço que o cristianismo a obriga a pagar. E os "bárbaros", que rasteiraram o seu já precário equilíbrio, irão criar uma nova Roma (Sacro Império Romano).
A feroz ironia das coisas é-me sublime, subtil e quase hilariante (Seria totalmente hilariante se consegui-se mais que arranhar a totalidade da coisa). Deus não será apenas "Terrível", pela boca dos antigos profetas, Ele é terrivelmente Bom nisso. E as teorias de Maquiavel não passam de infecundo e inconsequente plágio quando comparadas com as do Mestre.

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