Sunday, January 6, 2008

Morte

Só quando vi o meu miserável estado que me a Fé estrebuchou e morreu.
Só quando o meu miserável estado compreendi, que me a Esperança desapareceu.
Pedi a Morte e, pasmem-se, tentaram me vender aquilo que, por direito, era meu.
Descobri o que já entrevia, o que é nosso é o que o Inimigo me oferecia.
Mandei-o dar sua parte à natureza no meio do mato, com a certeza que algum dia um animal ruim dele faria preza.
Declarei-lhe que o que mais me ofendia era não ter eu estado de graça para ser a agraciada Besta.
O Dono de todo Amor, também do meu, com isto Se compadeceu. Sua mão veio pôr sobre meu ombro.
A Fé e a Esperança tinham-me à muito abandonado na sua eterna busca de indestrutível temperança.
Pedi a Morte e, pasmem-se, a Morte Ele me deu a tudo o que era eu.
E só a parte mais brilhante, parte Dele em mim, acordou e se renegou a desaparecer:
-"À Morte o que é seu e aos vivos os seus despojos!". Bradou ela ao Céu: - "O Uivo, o Grito, o Rosnar, a vontade de servir e Amar."
Da Morte consegui o Acordar, deambulo agora em minha vida na busca de servir para Ressuscitar.

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